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   » SOLUÇÕES :: Leitura Orante da Bíblia
 
 


Leitura Orante da Bíblia

Muito aceito, difundido e utilizado na preparação da liturgia e na catequese, o método da Leitura Orante da Bíblia tornou-se popular em nossos dias. Mais do que uma reflexão, é uma experiência de encontro pessoal e íntimo com Deus que ama, que se comunica, que fala ao coração, que vem ao nosso encontro. E se esta prática for um exercício comunitário, torna- se muito mais enriquecedora, pois é o momento privilegiado de alimentar a vida espiritual. É um tempo para silenciar, para escutar e acolher o que nos diz a Palavra.

A leitura orante é tão antiga quanto a própria Igreja, que vive a Palavra de Deus e dela depende como a água da sua fonte (DV). Na sua origem, a Leitura Orante (Lectio Divina) nada mais era que a prática cristã de encontrar na leitura da Bíblia o embasamento para alimentar a fé, a esperança e amor na sua caminhada. Porém, ela sempre reaparece quando se procura ler a Bíblia com fidelidade.

A expressão Leitura Orante vem de Orígenes. Ele diz que, para ler a Bíblia com proveito, é necessário um esforço de atenção e de assiduidade: “Cada dia de novo, como Rebeca, temos de voltar à fonte da Escritura! E o que não se consegue com o próprio esforço, deve ser pedido na oração”.

       A prática da Leitura Orante da Bíblia sempre sustentou a Vida Religiosa Cristã. Mostrou todo seu vigor na época do monarquismo. As regras monásticas de Pacômio, Agostinho Basílio e Bento fazem da leitura da Bíblia, junto com o trabalho manual e a liturgia, a tríplice base da Vida Religiosa.

       Foi no século XII, porém, por volta do ano 1150, que um monge cartuxo, por nome de Guido, conseguiu organizar o método em quatro degraus, ao que se deu o nome de Escada dos Monges. São os quatro passos que conhecemos hoje mas, sobretudo, são quatro atitudes que devemos ter diante da Palavra de Deus.

       O Concílio Vaticano II retornou a antiga tradição e, no documento Dei Verbum, recomenda com grande insistência a Lectio Divina (Leitura Orante) (DV25). O Documento de Aparecida, fundamentado nesta tradição, vem insistindo no uso deste método tão antigo e sempre novo.

       A mística da leitura orante pede de cada um, disposição para escutar a Palavra, preparar –se na docilidade ao Espírito, criar um ambiente de recolhimento, sentir-se comunidade com toda a Igreja. Quatro passos vão nos ajudando neste encontro progressivo:

a)     Leitura (lectio): ponto de partida, não é ponto de chegadaPerceber o que nos diz o texto. Para assimilar preciso começar respeitando o texto, sem forçar que ele me diga o que eu quero que diga. Ler com calma e atenção em atitude de escuta, no silêncio interior, sublinhando as palavras-chave, as ações, os verbos, os sujeitos. É bom observar os personagens, as imagens e as ações principais. Onde e quando se situa o relato? Que mensagem o texto queria passar aos ouvintes quando foi escrito? Entender, situar e respeitar a objetividade...

 

b)     Meditação (meditatio): Descobrir – “a verdade oculta”-  o que o texto diz para mim, para nós hoje. É aqui que se busca aproximar a Palavra de Deus com a vida. Ficar atento aos apelos, valores, atitudes, sentimentos que a leitura desperta. Repetir frases, palavras, percebendo bem a importância de cada uma, deixando que o texto chegue ao coração. Podem ser lembrados outras passagens que tenham relação. Confronto a mensagem com as situações de hoje e procuro iluminar essa história com a luz da Palavra. Algumas perguntas podem ajudar: Que situações de minha vida têm semelhança com as descritas no texto? Com que personagem me identifico? Quais são as reações diante do Jesus que fala, é e faz? Que apelo eu escuto e acolho da palavra ouvida?

 

c)     Oração (oratio): atitude de admiração silenciosa e da adoração ao Senhor – Descobrir o que o texto, neste momento, me leva a dizer a Deus. O que foi visto, ouvido, refletido, torna-se assunto de comunicação com Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A meditação se transforma em oração, na qual mantenho com Deus um diálogo íntimo e pessoal. Louvo, agradeço, peço perdão e ajuda, adoro e suplico. Falo com Deus sobre o que se passa comigo e sobre o desejo dele. Mais do que falar, procuro escutar, estar em sintonia com Ele na dinâmica da Aliança.

 

d)     Contemplação (contemlatio): ponte de chegada – para além das palavras e da razão. Procurar ir além do texto e chegar à presença do Senhor, que está atrás e dentro de cada página da Escritura. Deixar- se envolver pelo amor do Pai, consolação do Espírito e a intimidade do Filho. A atitude receptiva é que se deve prevalecer, mas é também momento de perceber a presença de Deus nos acontecimentos, na história, nos outros e em tudo. Ela desenvolve em nós um novo olhar, um novo sentir, um novo modo de agir e reagir, um novo modo de enxergar o mundo, as pessoas e a nós mesmos. Surge então o desejo de viver a Palavra, fruto da leitura, oração, meditação. Contemplação é o patamar para um novo começo.

Diz o Cardeal Martini: “Aos poucos, a oração deixa de ser exercício da mente para tornar-se louvor, silêncio diante daquele que nos foi revelado, que nos fala como amigo, como médico, como Salvador”.

A Leitura Orante é um processo dinâmico em que as várias etapas nascem uma da outra, existem e atuam juntas, embora em intensidade diferente conforme a realidade de cada pessoa ou comunidade. A prática é incentivada, porque como a própria Bíblia, quer “comunicar à sabedoria que leva à salvação pela fé em Jesus Cristo” (2Tm3,15).

Como prática milenar, a Leitura Orante da Bíblia, além de sustentar a caminhada do dia a dia, proporciona o conhecimento profundo de Deus, em seu mistério de amor que por meio de Jesus Cristo veio até nós, abençoando- nos e santificando- nos.

Vamos assumir esta prática em nossa vida pessoal e comunitária?!

 

 

proposta da dinâmica para o nosso estudo bíblico do dia 14/03.

Lectio Divina: Leitura, Meditação, Oração e Contemplação.

O texto Bíblico é o da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos: João 4, 1-42

Bom final de semana.

Paz e Bem.

Cônego José Bizon
Casa da Reconciliação
Fone: (11) 3884-1544/ Fax: (11) 3885-5191
dcj@casadareconciliacao.com.br
padrebizon@casadareconciliacao.com.br

 

 

 

 

 

João  4, 1-42

 

1  E quando o Senhor entendeu que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João2 (Ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos),3 Deixou a Judéia, e foi outra vez para a Galiléia. 4  E era-lhe necessário passar por Samaria.

5 Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. 6 E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. 7 Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.

8 Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. 9 Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos).

10 Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. 11 Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? 12 És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?

13 Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; 14 Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.

15 Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la.

16 Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá.

17 A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; 18 Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.

19 Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. 20 Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.

21 Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. 23 Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. 24 Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.

25 A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo.

26 Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo.

27  E nisto vieram os seus discípulos, e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia nenhum lhe disse: Que perguntas? ou: Por que falas com ela?

28 Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: 29 Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?

30 Saíram, pois, da cidade, e foram ter com ele. 31 E entretanto os seus discípulos lhe rogaram, dizendo: Rabi, come.

32 Ele, porém, lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. 33 Então os discípulos diziam uns aos outros: Trouxe-lhe, porventura, alguém algo de comer?

34 Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.

35 Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. 36 E o que ceifa recebe galardão, e ajunta fruto para a vida eterna; para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem.

37 Porque nisto é verdadeiro o ditado, que um é o que semeia, e outro o que ceifa.

38 Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.

39 E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito. 40 Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias. 41 E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra.

42 E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo.